Todos sabemos que neste mundo ninguém precisa saber nada, apenas fazer a cara de que sabe, em muitos casos basta.
Isso acontece muito em empresas, onde nem sempre o bom profissional vai ser o recompensado. Geralmente este indivíduo, guarda muita mágoa em si, pois está sempre atrás dos parentes e puxa-sacos, que se garantem fazendo "a cara" de que sabem.
Mas este conto não se trata deste tipo de "cara", mas sim daquela que você faz para sair de alguma situação. Entretanto, se passa dentro de uma empresa.
Pau estava ajudando Happiness a fazer um serviço de solda, bem porcaria por sinal, essa solda que eles faziam era baseada na técnica "cocô de pombo", que era alvo de zombaria por parte de muitos.
Em algum momento chegou um cliente, Pau atendeu e logo chamou Happiness para verificar o que seria o trabalho. Era uma garupa de moto, o louco iria para o Nordeste nas duas rodas e provando não ser loucura o bastante, queria que a garupa da moto fosse feita pelos dois Trapalhões da Ferramentaria.
Conversaram e passados alguns minutos o cliente se vai e Pau, aparentemente irritado, passa pela empresa xingando aos montes. Durante o percurso, Octopus o para e preocupado com seu amigo, pergunta o que houve e logo Pau, rispidamente, responde:
- Porra, tomar no cú, esse filho da puta do caralho vem aqui trazer essa porcaria de trampo e fica tirando.
- Mas o que ele disse, para te deixar tão nervoso? - indagou Octopus.
- Na hora que ele foi embora, olhou pra mim e disse: "Certo Baixinho?"
- Sério mano? E o que você fez? - novamente indagou Octopus, com ares de surpresa fingida e querendo rir.
- Ah mano, olhei na cara dele e mandei: Baixinho é o caralho, vai tomar no rabo, vai se fuder, filho fuma quenga, desgraçado, vagabundo, pilantra, vai pra puta que te pariu seu merda do caralho...
- Você disse tudo isso mesmo? - pergunto Octopus, aos risos.
- Falar eu não falei, mas a cara que fiz já disse tudo...
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